Família Azevedo: união na luta contra o câncer
Moradores do Pecém, cidade localizada na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), Suellen de Azevedo Alves e Samuel Neemias de Azevedo Lima, mãe e filho, enfrentam grandes desafios na luta contra o câncer do menino de apenas 10 anos. Percorrendo mais de 50 quilômetros para realizar o tratamento, eles se unem e se fortalecem na busca de um único objetivo: a cura.
Com o diagnóstico realizado em 2018, a família percebeu os primeiros sinais da doença após o garoto sofrer uma queda ao descer do ônibus escolar. Dentre as consequências desse tombo, a mãe destaca o inchaço no braço, febre pertinente, manchas no corpo e travamento na perna do filho. Após idas e vindas a unidades de pronto atendimento e hospitais, Samuel foi encaminhado para o Centro Pediátrico do Câncer e iniciou o tratamento da doença.
Em sua fala, Suellen relembra as dificuldades durante o tratamento e a conversa difícil, mas necessária, que teve com a médica, Dra Nádia Gurgel, ao comunicar o diagnóstico.
“[Naquele momento] eu não podia chorar, porque o Samuel estava do meu lado. Não podia demonstrar para ele o que eu estava sentindo na hora”, relata emocionada.
A partir disso, ela descreve como foi o acolhimento dado pela Associação Peter Pan e como foram os primeiros meses de tratamento do jovem paciente. Suellen recorda que foram cerca de dois meses fora de casa para conseguir avanços no tratamento do Samuel. No período, ela conta que teve o apoio de amigos fiéis e da Associação Peter Pan para ter forças para enfrentar aquele enorme desafio.
Suellen ainda relata que: “Ele não achava que ele vinha fazer um tratamento. Ele [falava]: ´Mãe, preciso ir para o meu hospital!´. Porque, no hospital, ele encontrava festas, brincadeiras, brinquedos, pessoas para fazer o dia dele feliz. Então ele não identificava como um tratamento, mas como um local onde sim, ele levava um furinho, mas que também tinha muita diversão”.
Apesar dos percalços, Samuel está em uma nova fase do tratamento. Agora, o guerreiro está em fase ambulatorial e as visitas ao Hospital Peter Pan, que antes eram diárias, agora são semestrais.
Além disso, o pequeno rapaz é aplicado na escola e diz que gosta das aulas de violino, em que está dominando a prática rapidamente.
“Ele vem só para acompanhamento, saber como ele está. Ele não faz mais quimioterapia. Eles ainda não dizem que ele foi curado, mas eu acredito que ele foi”, finaliza a mãe com um sorriso no rosto.





