
CPC como referência no tratamento
O Centro Pediátrico do Câncer (CPC), da Associação Peter Pan, foi destaque em uma reportagem especial do Jornal O Povo sobre o câncer infantojuvenil e a realidade de famílias que enfrentam a dura batalha contra a doença. O texto ressalta o CPC como referência no tratamento de crianças e adolescentes com câncer, assim como na coleta de dados de atendimentos na rede hospitalar.
“Referências no tratamento de câncer infantojuvenil no Ceará, o Centro Pediátrico do Câncer (CPC), da Associação Peter Pan, e o Hospital Infantil Albert Sabin (Hias), da Secretaria da Saúde (Sesa) do Estado, notificaram 102 novos casos de tumores em crianças e adolescentes, entre 0 e 19 anos, de janeiro a junho deste ano. Os dados são referentes ao número de atendimentos realizados na rede pública estadual de saúde”, destaca a matéria.
A luta contra o osteossarcoma

A reportagem detalha a história da dona de casa Marta Maria, de 45 anos, e do estudante Miguel Arcanjo, de 13 anos, que se unem na luta contra o osteossarcoma, tipo de câncer que causa alterações ósseas em crianças e adolescentes. Durante a entrevista, a mãe do paciente destaca que a rotina de ambos mudaram drasticamente por conta do tratamento.
Após o resultado dos exames, a rotina da família mudou completamente. O uso de máscaras se tornou constante da vida dos que rodeiam Miguel. “A gente sempre deixa um álcool, uma máscara descartável. Ele não sai muito. Como está com as defesas baixas, eu não aceito, não recebo visita se alguém tiver doente ou com defesa baixa”, detalha a dona de casa para o jornal O Povo.
Pós-tratamento
Diagnosticada com Leucemia aos 10 anos, Ana Rakelly visita o Centro Pediátrico do Câncer uma vez por mês para realizar o acompanhamento pós-tratamento da doença. Acompanhada pela mãe Jéssica Joventina da Silva, a jovem de 17 anos viaja cerca de 7h para realizar o atendimento no hospital.
“Visando a garantir apoio às famílias durante o tratamento onco-hematológico, o programa Amigo Peter Pan, da Associação Peter Pan, garante acesso a recursos fundamentais, como transporte, medicamentos, muletas, cadeiras de rodas e apoio a viagens para procedimentos essenciais, como transplante de medula óssea e outros tratamentos fora do Estado. Agradecendo a todo o apoio que tiveram durante e depois do tratamento, Rakelly e Joventina celebram os sete anos de cura da menina, especialmente o retorno às aulas”, destaca o jornal O Povo
Centralização dos atendimentos
Na reportagem, a superintendente de Atenção Integral, Sandra Salgado, pontua que o atendimento no Centro Pediátrico do Câncer é de portas abertas, não precisando de agendamento e sem fila de espera.
“A gente costuma dizer que o ambulatório é de portas abertas, diferente das outras especialidades, por exemplo, um neuro, uma dermatologista. Nós não temos fila, não precisa de agendamento (…) Tendo essa desconfiança, o médico basta fazer um encaminhamento e a criança vir para Fortaleza. Não precisa mandar exames, não precisa nada, porque tudo isso é feito aqui”, ressalta Sandra na entrevista para o Jornal O Povo.
Saúde mental
Uma das formas de acolhimento das famílias que buscam a cura dos filhos é o cuidado com a saúde mental de cada membro. Pensando nisso, a Associação Peter Pan oferece atendimento por meio da psicologia e psiquiatria. Na entrevista para o meio de comunicação, o psicólogo hospitalar da instituição, Patrick Camelo, explica que o distanciamento de ambientes de socialização causam reações esperadas nas crianças e adolescentes.
“Acontece muito da criança ficar mais irritada, ficar mais deprimida; muitas vezes até por não entender o que está acontecendo, o motivo de está há tanto tempo no hospital (…) A psicologia vem muito também nesse sentido, para permitir que essa criança se expresse como ela se sente, através da brincadeira, através do desenho, através das formas de expressão que ela conseguir, de acordo com a idade dela”, reforça a reportagem
Assim como para os pacientes, a validação dos sentimentos dos responsáveis pelos cuidados também impacta em como a família vai reagir ao tratamento.
“Não tem um jeito certo de reagir. O que existem são reações que são esperadas, que podem ser sentidas, e que devem ser validadas por toda a equipe, não só pela equipe da psicologia (…) No sentido de tentar ajudar até essa mãe, muitas vezes, a pedir ajuda, a se cuidar também, a entender os limites e a entender que, apesar de ela ser uma mãe, ela não é uma super-heroína, mas que ela pode pedir ajuda, que ela tem o direito de se sentir triste, que ela tem o direito de às vezes desabar e ter um espaço para ela ser acolhida”, também destaca a reportagem.

Confira a matéria na íntegra: Jornal O Povo – reportagem completa
Links e fontes recomendadas :
- Associação Peter Pan (página institucional)
- Centro Pediátrico do Câncer (página do CPC)
- Programa Amigo Peter Pan



