O Brasil deve registrar 7.560 novos casos de câncer infantojuvenil por ano entre o triênio de 2026 e 2028. A estimativa de identificação da doença foi divulgada pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) e acende um alerta sobre a importância do diagnóstico precoce da neoplasia em crianças e adolescentes. A taxa de incidência é de 136,33 para cada 1 milhão de jovens de 0 a 19 anos.
Quando divididos por sexo, o número de meninos que serão diagnosticados com câncer infantojuvenil é superior ao de meninas. O levantamento aponta que são estimados 3.960 novos casos em crianças do sexo masculino contra 3.600 do sexo feminino. De acordo com a projeção, os valores correspondem a 139,72 novos casos por 1 milhão de garotos e 132,78 por 1 milhão de garotas.
O estudo realizado pelo INCA também pontua que a maior taxa de incidência de diagnósticos do câncer infantojuvenil será na região Sudeste com 3.110 casos, seguida pelo Nordeste com 1.980 e Sul, 1.340. Para as regiões Norte e Centro-oeste, são projetadas as menores ocorrências da doença, com 580 e 550, respectivamente.
Ceará
A estimativa divulgada pelo instituto aponta que o estado irá registrar 280 novos casos de neoplasia em crianças e adolescentes de 0 a 19 anos em 2026. Segundo o órgão, a taxa de incidência do câncer infantojuvenil no Ceará é de 114,25 por 1 milhão de jovens.
Assim como a estimativa nacional, o registro da doença prevê maior ocorrência em crianças do sexo masculino, com 160 casos, apresentando uma taxa de incidência de 126,15 por 1 milhão de garotos. Já em crianças do sexo feminino, o Inca aponta que devem ser diagnosticados 120 casos, com taxa de 101,79 por 1 milhão de garotas.
Somente de janeiro a setembro de 2025, o estado identificou 139 novos casos de câncer em crianças e adolescentes. Atualmente, 733 pacientes realizam tratamento ativo no Centro Pediátrico do Câncer (CPC) e 1.202 pacientes estão em efeito tardio. As informações são do Serviço de Onco-Hematologia do Hospital Infantil Albert Sabin, Gerência de Dados do Centro Pediátrico do Câncer e da Secretaria de Saúde do Ceará.
Mundo
Globalmente, é esperado que sejam registrados 430 mil novos casos de câncer infantojuvenil por ano. Em países de baixo ou médio desenvolvimento socioeconômico, a taxa de sobrevivência pode chegar a apenas 30%, em razão do diagnóstico demorado da doença, da falta de acesso terapêutico e do abandono do tratamento.
Os tipos de câncer mais comuns nesta faixa etária são as leucemias, tumores cerebrais, linfomas e tumores sólidos, como neuroblastomas e tumor de Wilms.
Último levantamento
Se comparado com a estimativa do Instituto Nacional do Câncer para o triênio de 2023 a 2025, o número de novos diagnósticos do câncer infantojuvenil por ano apresentou uma redução tímida. O órgão projetou 8 mil novos casos a cada ano, o número é maior do que o esperado para o triênio de 2026 e 2028. Por fim, a taxa de incidência foi de 134,8 casos por milhão de crianças.


