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O estudante de Medicina da UFC que venceu o câncer de volta para cuidar de quem enfrenta a doença

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Em 2007, aos 15 anos, ele treinava hipismo na Cavalaria da Polícia Militar. Súbito, a interrupção de um ideal – inchaço no pescoço e manchas no corpo levam o jovem ao médico. O diagnóstico assusta: leucemia. Começa o tratamento, a luta; recupera a saúde, conquista a cura. Casa-se com uma também paciente. Está prestes a concluir o curso. Um exemplo de força de vontade e de fé.

Tímido, jeito de menino, “Dr. Ítalo”, carinhosamente chamado pelos colegas médicos, enfermeiras e pacientes, traz para o centro de suas exposições, sempre, as pessoas com quem partilhou a longa trajetória – da descoberta da doença ao tratamento, da cura ao sonho de ser médico. “Minha eterna gratidão a todos”.

Aluno do quinto ano de Medicina na Universidade Federal do Ceará, em Sobral, a vida de Ítalo Rosse é algo inspirador. Foi aluno de escola pública, teve infância humilde no Conjunto Ceará, sofreu um bocado. Os estudos, contudo, jamais deixaram de ser o foco. Primeiramente cursou Farmácia, mas não desistiu do sonho maior. E em 2014, é aprovado. “Serei médico, graças a Deus”, recebia sóbrio o desafio.

O amor nos tempos de tratamento

Debruçado sobre os livros, Ítalo enfrenta o câncer com altivez. O diagnóstico de cura vem em 2010, ano em que conhece a esposa Bárbara Castelo, hoje estudante de psicologia, durante capacitação do Programa Primeiros Passos – ela também tinha leucemia. Entre os anos de 2011 e 2014, ele alicerça o necessário conhecimento para poder ingressar, enfim, no curso que desejara quando ainda paciente. Beneficiado com o Programa de Apadrinhamento, lembra: não fosse a cesta nutricional fornecida pela APP, “teríamos passado fome”.

Atualmente residindo em Sobral com a esposa, o ex-paciente já definiu: vai ser oncologista e ajudar outras pessoas na perspectiva de vencer a doença que um dia ele teve. Ao tomar conhecimento de vaga de estágio na área oncológica hematológica pediátrica do Hospital, não pensou duas vezes. Inscreveu-se. De volta ao mesmo espaço em que um dia realizou seu exitoso tratamento, Ítalo fala emocionado: “Meu primeiro paciente, um menininho, por tudo que vivi, suspeitei tivesse o mesmo tipo de leucemia que eu tive”. Suspeita depois confirmada pelos exames.

Assessoria de Comunicação da Associação Peter Pan