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09
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Conheça os principais tipos de câncer infantojuvenil

Quando se fala em câncer infantojuvenil, a palavra de ordem é Diagnóstico Precoce. Com a rápida detecção da enfermidade, as chances de cura da criança ou adolescente são elevadas, chegando a 80% em países de Primeiro Mundo e 70% no Brasil. Depois da análise inicial, o paciente é encaminhado para realizar o diagnóstico preciso, sendo identificado nesta etapa qual o tipo de câncer e o tratamento adequado. Existem 6 tipos de câncer mais comuns: Leucemia, Tumores do Sistema Nervoso Central, Tumor de Wilms, Tumores Ósseos, Linfomas e Retinoblastoma.

Leucemia

A Leucemia é o câncer mais comum na infância, com 30% do total de casos, segundo o Instituto Oncoguia e tem sua origem na medula óssea, onde normalmente é produzido o sangue. Ela afeta os glóbulos brancos (leucócitos), células presentes no sangue, que são responsáveis por proteger o organismo contra infecções, gripes, resfriados e outros distúrbios.

O câncer acontece quando os glóbulos brancos param de exercer a função de defesa e passam a se multiplicar de maneira desordenada. Eles se infiltram em grande quantidade na medula óssea, comprometendo a produção e funcionamento normal das células sanguíneas.

O diagnóstico preciso da doença é feito através do exame mielograma, onde é analisado o sangue retirado da medula óssea. Os tipos de leucemia são Leucemia Linfoide Aguda (LLA), Leucemia Mieloide Aguda (LMA), Leucemia Mieloide Crônica (LMC) e Leucemia Linfoide Crônica (LLC).

Os pacientes que podem está com leucemia apresentam dor nos ossos ou nas articulações, palidez, manchas roxas, sangramentos, febre e/ou abatimento. Esses sintomas podem se referentes a outras enfermidades, por isso é de grande importância que o diagnóstico ocorre de forma precoce. Dessa forma, as chances de cura são entre 70% e 80%.

Tumores do Sistema Nervoso Central

O Sistema Nervoso Central (SNC) é formado pela medula espinhal e o encéfalo (cérebro, cerebelo e tronco encefálico). Esse é responsável por receber e transmitir informações por todo o organismo. Os tumores SNC são os do tipo sólido mais frequentes em crianças. Geralmente os sintomas são dor de cabeça e vômitos pela manhã, tontura e perda do equilíbrio.

O diagnóstico preciso é feito por meio de tomografia ou ressonância magnética, mas para descobrir se o tumor é maligno ou benigno é necessária a realização da biópsia. O passo seguinte é a retirada do tumor, através de procedimento cirúrgico. O tratamento é feito através de quimioterapia e radioterapia.

Tumor de Wilms

O Tumor de Wilms aparece, geralmente, antes dos 5 anos da criança e representa de 5% a 10% do total de casos. Ele afeta o rim do paciente e manifesta-se como uma massa no abdômen. Além dessa massa abdominal podem aparecer outros sintomas como sangue na urina, pressão alta, dor local, perda de peso, diarreia e palidez progressiva. O diagnóstico é feito por meio de ultrassom, tomografia, cirurgia (biópsia) e exames deimuno-histoquímica dos órgãos afetados. O tratamento indicado é a quimioterapia. Se necessário, pode ser solicitado a retirada do rim. Se o câncer for detectado precocemente, as chances de cura são de 80%.

Tumores Ósseos

Os tumores ósseos são os tipos mais raros. É o sexto em incidência nas crianças. Sua aparição é mais comum em adolescentes. Os locais mais comuns onde o tumor aparece é logo abaixo ou acima do joelho, mas pode aparecer também nos membros superiores. A pele ao redor pode ficar avermelhada e conforme o desenvolvimento do tumor, nota-se também um inchaço no local, além de apresentar dificuldade de andar e limitação de movimentos.

Os sintomas podem ser confundidos, principalmente, com infecções ou resultado do crescimento da criança ou adolescente. Por isso, para um diagnóstico, é necessário fazer um Raio X e um médico ortopedista com experiência em câncer, deve realizar uma biópsia. Os tipos mais comuns são Osteorssarcoma e o Sarcoma de Ewing. O tratamento é feito com cirurgia e quimioterapia. O diagnóstico precoce aumenta as chances de cura para até 70%.

Linfomas

O linfoma é um tipo de câncer que atinge os gânglios, timo e outros órgãos que atuam na defesa do organismo. Geralmente, o tumor aparece nas regiões do pescoço, tórax e barriga. Os sintomas mais comuns são o aumento do volume abdominal, aumento de tamanho dos linfonodos, sensação de saciedade, falta de ar ou tosse, febre, perda de peso, sudorese e fadiga. Existem dois tipos de linfomas:

- Linfoma de Hodgkin: mais frequente em adolescente, o tumor atinge os gânglios e o baço. A maioria dos casos começam com as popularmente conhecidas “ínguas” que vão crescendo nas regiões do pescoço, axilas ou região iguinal. Podem surgir também febres prolongadas e perda de peso. O diagnóstico é feito através de um gânglio aumentado de tamanho e o tratamento é realizado com a quimioterapia e radioterapia. De 100 crianças tratadas adequadamente, 85 delas ficam completamente curadas.

- Linfoma não-Hodgkin: também tem origem no sistema linfático e são mais comuns do que os linfomas Hodgkin nas crianças, sendo o terceiro em incidência. Ocorre, geralmente, por volta dos 4 a 8 anos e pode atingir qualquer região do corpo, principalmente tórax e abdômen. Com o diagnóstico precoce, as chances de cura são de 80%.

Retinoblastoma

Como o próprio nome sugere, o retinoblastoma é o câncer que afeta a retina. Geralmente atinge crianças de até 4 anos de idade. A principal manifestação da doença é um reflexo brilhoso no olho, semelhante ao brilho que aparece no olho de um gato quando iluminado a noite. A criança pode ainda ficar estrábica (vesga), com dor nos olhos, dor de cabeça e ter vômitos. Quando invade o sistema nervoso central pode causar convulsões, inflamação da órbita, pupila fixa e levar o paciente ao coma.

O retinoblastoma pode ser hereditário ou esporádico. O diagnóstico pode ser realizado nos primeiros momentos de vida do bebê. Através do Teste do Olhinho, onde é direcionada uma luz vermelha para a pupila da criança, são identificadas diversas doenças oculares. Os tumores pequenos podem ser tratados com métodos especiais, que permitem que a criança continue a enxergar normalmente. Nos casos mais avançados, o olho pode precisar ser retirado e a criança pode precisar de quimioterapia e/ou radioterapia.

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Assessoria de Comunicação da Associação Peter Pan