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SETEMBRO DOURADO: Tratando o câncer infantojuvenil

A descoberta de um câncer é algo que afeta toda a família. Com a confirmação do diagnóstico, a primeira coisa a se fazer é manter a calma. O câncer infantojuvenil tem cura e quanto mais cedo ele for detectado e tratado, maiores são as chances de cura do paciente.

O tratamento é definido de acordo com o tipo de câncer e do grau de evolução. Podem ser realizadas quimioterapias, radioterapia, cirurgias ou transplantes. Na maioria dos casos mais de um procedimento é realizado ou combinado para se obter melhores resultados, como por exemplo o uso da quimioterapia, seguida pelo transplante de medula óssea.

Vamos entender melhor cada tipo de tratamento:

Quimioterapia (QT)

Trata-se de uma combinação de remédios que combatem o câncer. Esses remédios agem no organismo, eliminando as células cancerígenas. Para cada tipo de câncer, existe um protocolo ou esquema de QT a ser seguido, que determina os tipos e as dosagens dos remédios, de acordo com o peso e altura do paciente. Além disso, informa também quanto tempo vai durar o tratamento, quais são os dias de retorno ao hospital e em quantos dias a quimioterapia é aplicada. O correto cumprimento do esquema de QT é muito importante para a cura da doença.

Radioterapia

A radioterapia, também chamada de “banho de luz”, trata-se da aplicação de radiação sobre a(s) área(s) do corpo atingida(s) pelo câncer. É feita através de uma sessão a cada dia durante um período que varia de acordo com o tipo de câncer. Conforme o tipo de câncer, pode ser necessário realizar quimioterapia e radioterapia durante o tratamento.

Cirurgia

É conhecida pelo nome de operação e consiste na retirada do tumor ou de parte dele, através de um corte na área onde está o câncer. O procedimento é realizada sob anestesia, por uma equipe de médicos (cirurgiões oncológicos pediátricos e anestesista), em um local chamado centro cirúrgico.

Transplante

O Transplante de Medula Óssea (TMO) é indicado, principalmente, para doenças do sangue como leucemias e linfomas. Para ocorrer um transplante é preciso haver um doador compatível. Quando o doador é encontrado, o procedimento de transplante é então programado pela equipe médica.

Efeitos colaterais

Náuseas e vômitos: são causados porque a medicação deixa no “centro do vômito” um comando no cérebro que, por sua vez, está mais sensível. Para melhorar ou evitar esse mal-estar, outros remédios são aplicados antes e depois da quimioterapia.

Queda de cabelo: acontece porque a quimioterapia também atinge as células de crescimento de cabelo. O cabelo voltará a crescer após a conclusão do tratamento, ou até mesmo antes, desde que a medicação que tenha causado esta queda tenha sido concluída. Durante o tratamento, algumas crianças e adolescentes desejam cortar ou raspar o cabelo, ou usar perucas. Neste caso, o mais importante é satisfazer as necessidades da criança, para que ela se sinta bem.

Anemia: assim como no caso do cabelo, a quimioterapia pode causar anemia que é a diminuição das células vermelhas do sangue. Essa redução pode levar a criança à palidez, sonolência, cansaço constante e falta de ar. A critério médico, o paciente poderá receber a bolsa de sangue (transfusão) para aumentar essas células vermelhas.

Sangramento: de maneira semelhante como ocorre com as células do cabelo e as células vermelhas do sangue, as plaquetas também poderão ser atingidas pelo tratamento. As plaquetas são responsáveis pela coagulação do sangue quando estão baixas, podem aparecer manchas roxas pelo corpo ou sangramento em cavidades. Para evitar isso, a criança ou adolescente poderá receber bolsa de sangue ou um concentrado de plaquetas a critério do médico.

Defesas baixas/infecções: as células brancas atingidas pelo tratamento, também chamadas de leucócitos, são responsáveis pela defesa do organismo contra infecções. Após as sessões de QT, os leucócitos poderão baixar temporariamente (leucopenia) e tornar mais fácil a ocorrência de infecções. Quando o paciente estiver com as defesas baixas e com febre, é de fundamental importância que a criança ou adolescente seja levado (a) imediatamente (mesmo que seja de madrugada, final de semana ou feriado) à emergência do Hospital em que esteja realizando o tratamento, onde será avaliado e conduzido pela equipe médica.

Mucosite, diarreias ou constipação: outras células afetadas pelo tratamento contra o câncer (quimioterapia e/ou radioterapia) fazem parte do aparelho digestivo, que podem se estender por todo o trato digestivo. Os efeitos mais comuns são ressecamento, vermelhidão e aftas (mucosite oral), que podem tornar a alimentação do paciente mais difícil, dolorosa e favorecer o aparecimento de infecções. Para amenizar esses efeitos colaterais no aparelho digestivo, devem-se seguir cuidados de higiene e alimentação.

Cuidando da mente

O câncer infantojuvenil se desenvolve muito rápido, diferentemente do câncer em adultos. Em contrapartida, a criança e o adolescente respondem muito bem a quimioterapia, visto que este tratamento afeta as células que estão em desenvolvimento. Além disso, o organismo do paciente se recupera mais rapidamente das altas doses de QT se comparado com o adulto.

Além do pediatra oncologista, o paciente deve ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar que irá zelar tanto pela saúde física, quanto mental e emocional.

Pensando nisso, a Associação Peter Pan implantou no ano de 2019 um setor específico de Saúde Mental. O objetivo desta iniciativa é realizar acompanhamentos psicológicos durante todas as fases do tratamento, bem como fortalecer o tratamento humanizado junto aos pacientes e familiares.

Suas atividades se concentrarão na prevenção do desenvolvimento de transtornos mentais, estudos clínicos,tratamento digno, apoio contra a vulnerabilidade social, conferências familiares, comunicação de notícias, cuidados paliativos, consulta multidisciplinar,além de combinar tratamento convencional com terapias complementares que integram corpo, mente e espírito, por meio do projeto Integrare.

Projeto Integrare

O projeto Integrare faz parte do setor de Saúde Mental e trata-se de uma iniciativa desenvolvida pela Associação Peter Pan, em parceria com a médica dermatologista, Dra. Gina Belém. Sua base é a medicina integrativa, que combina terapias integrativas como yoga, reike, musicoterapia, aromaterapia, palhaçoterapia, arteterapia, massoterapia, microfisioterapia, espiritualidade e outros.  Essas terapias são combinadas com um tratamento personalizado multidisciplinar, envolvendo as áreas de psicologia, nutrição, terapia ocupacional e palestras educativas.

O objetivo do Integrare é proporcionar aos pacientes oncológicos do Centro Pediátrico do Câncer e seus cuidadores, em conjunto com o tratamento convencional, o autocuidado, que representa a parte que cabe ao paciente em cuidar de si mesmo. Pode representar o cuidado com a higiene pessoal, a espiritualidade, incluir a relação com o meio e com as pessoas ao redor, hábitos alimentares, atividade física, qualidade de sono, uso de práticas ou terapias complementares e gestão de estresse.

Humanizando o tratamento

Para além dos procedimentos médicos, medicamentosos e acompanhamento psicológico existem determinadas ações decisivas no processo de cura da criança e do adolescente. É o chamado Atendimento Humanizado, onde amor, carinho, apoio e solidariedade são peças-chaves.

O Atendimento Humanizado envolve inúmeras ações que buscam não só a cura do paciente, mas a qualidade de vida dele e de seus familiares. Comprovada cientificamente a eficiência desse tipo de iniciativa no processo de cura, uma abordagem de acolhimento, confiança, cuidado e carinho fazem toda a diferença na rotina de um hospital. Além das atividades, o aspecto físico do ambiente hospitalar também contribui para a humanização. Ambientes lúdicos, coloridos, que passam a sensação de acolhimento fazem com o que o paciente e seu cuidador esqueçam um pouco que estão dentro de um hospital, amenizando a rotina cansativa.

A Associação Peter Pan é uma instituição que vem fazendo a diferença no cenário da oncologia pediátrica no estado do Ceará. Há 24 anos ajudando crianças e adolescentes com câncer, ela se tornou uma referência no combate ao câncer infantojuvenil, não só no Estado, mas fora dele.

Ao todo são desenvolvidos 16 programas sociais que assistem os pequenos e seus familiares desde o momento do acolhimento, até o pós-tratamento. Dentre as muitas ações podemos encontrar reformas de casas, realização de sonhos, doação de cestas nutricionais, oficinas de capacitação profissional, incentivos à educação, leitura, cultura e lazer, apoio psicossocial, jurídico, financeiro e diversas outras iniciativas que trazem uma vida mais feliz e digna àqueles que realizam tratamento no Hospital Peter Pan.

 

Com tudo o que foi dito acima, podemos entender que é imprescindível que o tratamento seja realizado em centros especializados que irão disponibilizar oncologistas pediátricos, cirurgiões pediátricos, radioterapeutas, enfermeiros pediátricos, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas e fisioterapeutas para melhor atender as necessidades dos pacientes, bem como de sua família.

Com a evolução positiva das taxas de cura, muitos pacientes que tiveram câncer na infância ou adolescência hoje tornaram-se adultos. É muito importante que o acompanhamento clínico continue a ser feito, principalmente para prevenir complicações tardias, como o retorno do câncer. Por isso, uma abordagem multidisciplinar destes pacientes é parte integrante do tratamento oncológico.

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Cleudson Fernandes Albuquerque Júnior, paciente do Centro Pediátrico do Câncer, em sua última sessão de quimioterapai.

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Cleudson Fernandes Albuquerque Júnior, paciente do Centro Pediátrico do Câncer, em sua última sessão de quimioterapai.

 

Assessoria de Comunicação da Associação Peter Pan