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conhecendo o cancer infantojuvenil

SETEMBRO DOURADO: Conhecendo o câncer infantojuvenil

O câncer também é chamado de “tumor (neoplasia) maligno (a)”. Os órgãos são formados por diferentes tipos de células e, quando um câncer acontece, as células ficam afetadas e crescem rapidamente. Neste momento, surgem sinais e sintomas como: dores, perda de peso, cansaço constante, “caroços”, manchas e outros. Eles podem aparece juntos ou separados, de forma rápida ou lenta.

Em adultos, as células cancerígenas atingem, principalmente, os tecidos e órgãos e a incidência da doença pode estar ligada a fatores externos como o tabagismo, o sedentarismo e a má alimentação.

Já nas crianças e adolescentes, geralmente, são afetados os sistemas sanguíneos e de sustentação. Fatores externos, como os citados acima, pouco influenciam no surgimento de um tumor maligno. O desenvolvimento do câncer infantojuvenil está ligado a fatores genéticos herdados ou a mutações adquiridas de causa incerta. Não existem medidas de prevenção da patologia, com exceção da vacina de Hepatite B e HPV, e uma vez no organismo do paciente, o câncer progride de maneira acelerada. Dessa forma, o principal aliado na busca pela cura é o Diagnóstico Precoce.

“O câncer infantojuvenil existe e é uma grande realidade na nossa população. É muito importante que a família e os profissionais de saúde mantenham-se atentos as crianças e adolescentes. Quanto mais cedo esses pacientes recebem o tratamento adequado, maiores são as chances de cura, podendo chegar até 80% nos países de Primeiro Mundo e 70% aqui, no Brasil. Além disso, o Diagnóstico Precoce melhora a qualidade de vida desses pacientes e, em um futuro próximo, as sequelas podem ser menores”, explica a médica Oncologista e Hematologista Pediátrica e Gerente Técnica Médica da Associação Peter Pan, Dra. Sandra Emília Almeida Prazeres.

O papel do agente de saúde

O grande desafio quando se fala em Diagnóstico Precoce é a diferenciação dos sinais e sintomas. Durante a análise clínica podem ser identificados sinais e sintomas que se assemelham a doenças benignas da infância. Neste momento, o papel do agente de saúde é fundamental para o reconhecimento precoce de um possível câncer infantojuvenil. O agente de saúde deve sempre levar a sério as queixas dos cuidadores (pais). Caso haja a suspeita do câncer, cabe ao agente de saúde encaminhar a criança para o médico fazendo de forma a não alarmar os familiares antes do tempo. É muito importante que a comunicação entre os serviços de cuidados primários e os especializados se dê de forma efetiva. Dessa forma, o tratamento é iniciado o mais breve possível.

“Os profissionais que fazem parte da equipe de Saúde da Família são extremamente importantes no que diz respeito a identificação de algum sinal ou sintoma persistente na criança e adolescente. O agente comunitário de saúde é responsável por visitar as famílias em seus domicílios e é por meio dessas visitas que pode-se descobrir um caso de câncer. Esse agentes podem identificar qualquer criança e adolescente que apresente uma doença que esteja ultrapassando o período de duas semanas. Não só identificar, mas fazer com que o paciente chegue até o médico especializado e informar os sinais e sintomas a este profissional”, esclarece dra. Sandra.

Pensando em sua missão, de elevar o índice de cura e promover qualidade de vida aos pacientes e familiares do Centro Pediátrico do Câncer, a Associação Peter Pan capacitou em 2019 cerca de 2.829 profissionais da área de saúde na capital do Estado do Ceará e nos municípios de São Gonçalo do Amarante, Pacatuba, Itaitinga e Horizonte, sendo eles médicos, dentistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de saúde bucal, agentes comunitários de saúde e estudantes dos cursos de medicina e enfermagem.

Estimativas 2020

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima-se que o Brasil terá 625 mil novos casos de câncer e desse total, cerca de 8.460 serão crianças e adolescentes de 0 a 19 anos a cada ano do triênio 2020-2022. A novidade nos dados mais recentes, em virtude da melhoria na qualidade das informações, é o cálculo de estimativas para o câncer infantojuvenil adotando a mesma metodologia empregada na projeção dos números da patologia em adultos. Dessa forma, foi possível apresentar dados por estado.

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As estimativas apontam o maior risco de câncer na região Sul (165,27/milhão), seguida pela região Sudeste (159,30/milhão), região Centro-Oeste (135,18/milhão), região Nordeste (118,07/milhão) e por fim região Norte (93,71/milhão). No Ceará são esperados 360 novos casos a cada ano do triênio (2020-2022), segundo o INCA.

Hospital Peter Pan

O Centro Pediátrico do Câncer, conhecido como Hospital Peter Pan, foi fundado no ano de 2010, no bairro Vila União, situado na cidade de Fortaleza. Atualmente, o prédio possui uma área de 4.995 m², onde temos 95 leitos, dentro eles 7 leitos de UTI, salas de quimioterapia, enfermarias, consultórios, leitos de isolamento e cuidados paliativos, além dos espaços lúdicos como Brinquedoteca, Espaço do Adolescente e ABC+Saúde. Cerca de 2.462 pacientes encontram-se em tratamento especializado. Além do tratamento médico, as crianças, adolescentes e suas famílias recebem assistência por meio de 16 programas sociais realizados pela Associação Peter Pan. Dentre as ações estão reformas de casas, doação de cestas nutricionais, incentivo a cultura e educação, realização de sonhos e diversas outras iniciativas que promovem qualidade de vida.

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Assessoria de Comunicação da Associação Peter Pan