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Arteterapia: pintando o caminho para a cura do câncer

A arte é a manifestação de sentimentos e pensamentos. Representando povos e registrando a história através de seus traços, ela tem feito parte da sociedade desde o início dos tempos. Porém, nos últimos anos ela tem assumido um novo papel: de ajudar no tratamento de crianças com câncer.

Com foco em cuidar da saúde mental, o bem estar emocional e social dos pacientes, a Arteterapia ajuda a comunicar sentimentos por meio de diferentes tipos de arte.

Mas qual a ligação entre a arte e saúde?

Quando se fala em Arteterapia no ambiente hospitalar, estamos falando em explorar a espontaneidade. Essa terapia faz com que o conteúdo emocional do paciente possa sair e reverberar no plano externo. Não há interferência do terapeuta durante a prática, por isso se diz que é espontâneo. Tudo que é representado vem de dentro do paciente.

E quando o assunto é o câncer pediátrico?

A arte dialoga muito bem no universo infantil e dessa forma ela pode ser utilizada como válvula de escape e relaxamento. Implantada no projeto Integrare, atualmente a terapia tem sido desenvolvida pela artista plástica e designer, Gabrielle Lima. Segundo a terapeuta “as crianças em tratamento estão passando por um processo de alto nível de estresse, ansiedade, medo e até aflição. A arte possibilita uma explosão de sentimentos, através das cores, dos materiais, até mesmo por meio da destruição de objetos”.

Quais os benefícios a Arteterapia traz?

  1. Expressar sentimentos difíceis de verbalizar
  2. Enfrentar momentos de grande carga emocional de maneira saudável
  3. Explorar a imaginação e criatividade
  4. Adentrar em novas áreas do conhecimento
  5. Incentivar a cultura
  6. Elevar a autoestima e confiança
  7. Identificar e esclarecer preocupações
  8. Aumentar a capacidade de comunicação
  9. Melhorar as habilidades físicas
  10. Diminuir os níveis de estresse e ansiedade
  11. Estimular o senso crítico
  12. Melhorar a concentração, atenção e memória

No Hospital Peter Pan, as crianças desfrutam em grupo do seu tempo de terapia. Gabrielle explica que esse contato com o coletivo contribui com o desenvolvimento dos pacientes, bem como fortalece aspectos do âmbito pessoal, como a tolerância, a importância de saber dividir e etc. Além disso, práticas como a sustentabilidade são amplamente trabalhadas, incentivando as crianças a reciclar. O lixo passa a ter uma nova definição quando associado a arte. As possibilidades são ilimitadas.

A Arteterapia no Hospital Peter Pan

As atividades são realizadas juntos as crianças que estão fazendo quimioterapia. Nestes ambientes não é permitido o uso de tinta, por isso a arteterapia é feita por meio de papéis, objetos tridimensionais e muitos outros que estimulam a criatividade dos pequenos. Uma das técnicas bastante utilizada e que tem dado retorno positivo é a prática de destruir objetos. “Essa destruição é uma forma de extravasar, então eles trazem para fora os sentimentos ruins rasgando um pedaço de papel, por exemplo. O uso das mãos permite essa manifestação e mantém a segurança da criança, já que eles não utilizam objetos cortantes”, completa a terapeuta.

Quando se realiza terapias integrativas é de fundamental importância que o terapeuta exercite a observação. As crianças, principalmente, nem sempre conseguem verbalizar, de forma clara, o que sentem por não compreender o que está se passando dentro de si. Na arte, elas expõem isso à luz da abstração. É muito importante observar a forma como se expressam. Essa atenção pode ser a chave para ajudar a equipe médica a identificar possíveis problemas e melhores formas de tratamento. A união da medicina integrativa e tradicional tem feito a diferença na vida desses jovens guerreiros.

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Quem é Gabrielle Lima?

WhatsApp Image 2020-01-22 at 12.28.43Atuando como artista plástica e designer há 9 anos, Gabrielle Lima faz parte da equipe multidisciplinar que atua no projeto Integrare do Hospital Peter Pan. Em 2018 realizou seu primeiro trabalho como voluntária da instituição e atualmente é a terapeuta responsável pela Arteterapia. A jovem artista de 29 anos foi convidada a estar apresentando suas obras no Salão de Arte Contemporânea em Paris, ministrar um curso sobre arte, moda e tecnologia nas cidades de Lisboa e Madrid, além de realizar uma performance artística dentro do universo da realidade virtual.

Conheça alguns trabalhos da artista:

THE FLOWERS ÉVORA MOLD.             THE PRINCE OF SHERY TOW MOLD. 04 THE LOST YOUNGS OF BLANDISH MOLD.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Fotos: Gabrielle Lima

 Assessoria de Comunicação da Associação Peter Pan